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sexta-feira, outubro 28, 2011

Feliz :)

Chamar várias pessoas alheias umas as outras. Sem saber quem realmente vai ou estar lá, ver essas pessoas não se importarem com isso e acima de tudo ver essa união dar certo? Não tem preço!

E me faz perceber que eu não estou tão sozinha quanto me sinto e que às vezes eu só preciso saber pra que lado olhar, porque a menor das coisas, um sorriso, uma conversa, um telefone trocado para se marcar outro programa, pode ter o maior dos significados!

Muito obrigada pelo tarde/noite, dia, semana! Ela está sendo incrível! E vocês são muito foda!

Ps: jornalista, eu te admiro demais!
Enviado pelo meu aparelho BlackBerry® da Vivo

domingo, outubro 23, 2011

Medianeras


Eu resolvi voltar a fazer uma coisa que fazia antigamente... Voltar a ver meus filmes, fazer minhas coisas, ir em lugares nos quais eu me sinto bem... Tudo bem que eu só estou podendo fazer isso porque meus pais viajaram, mas não existe época melhor para começar do que agora, na 35 mostra internacional de cinema, não que eu tenha tempo suficiente para assistir a todos os filmes que quero, mas tentarei ir ao menos em alguns.

Sábado fui ao cinema com o meu primo depois da missa de um ano do meu avô, fomos assistir Medianeras - Buenos Aires na era do amor digital (trailer). Eu achei o filme ótimo e o recomendo. Não conhecia Buenos Aires e continuo não a conhecendo fisicamente, mas agora talvez tenha uma ideia mais real e menos idealizada de como é e com certeza possuo ainda maior vontade de conhecê-la.

O filme trata de Martin e Mariana, vizinhos, mas sem o saber. Ambos solitários, vivendo suas vidas sozinhos depois de longos relacionamentos. Frequentando os mesmo lugares, mas raramente se vendo; procurando um ao outro em meio a multidão de pessoas em uma cidade assim como procuramos a Wally sem nunca o achar. O filme os apresenta com seus medos, inibições, fraquezas, mas ao mesmo tempo com seus sacarmos e ironias, fazendo com que seja possível dar boas risadas de seus comentários e pensamentos assim como ás vezes fazer-nos nos sentir tal qual eles se sentem. Um recém formado desempregado e um solitário com um cachorro.

O filme está passando no Reserva Cultural, espero que eu tenha conseguido interessar vocês a assisti-lo e caso não o tenho feito... bom, tentem mesmo assim. Juro que o filme vale a pena. Comentem por aqui caso gostem ou não gostem do filme, críticas são sempre bem vindas.

quinta-feira, outubro 20, 2011

Lágrima

Deitada sobre um carpete cinza e áspero. Uma parede de madeira levemente inclinada as minhas costas servindo de apoio a minha cabeça, aos meus pensamentos. Uma parede opaca a minha esquerda, que me impede de enxergar o que se opõe a mim, mas ainda assim de vidro, algo frágil, trincável, quebrável com a menor das forças e as vezes até sem intenção, algo semelhante a mim.

Tocava Tear - Red Hot Chili Peppers e sem que eu percebesse senti meus olhos se encherem de lágrimas. Senti a primeira delas descendo lentamente pela minha bochecha esquerda. Queria impedi-la, não queria que você vista por ninguém e quando digo ninguém me incluo nisso, eu não queria vê-la, admitir que ela estava ali, marcando seu caminho com resquícios de água enquanto escorria em direção ao fim de minha face.

Eu a interrompi antes do fim de seu trajeto, a empurrei para fora com as costas de minha mão. A neguei, mas ela não me negou, vieram outras depois dessa. Não muitas, mas vieram, algumas poucas, mas o suficiente para me lembrar que elas existiam. O suficiente para que fossem percebidas, mas não o suficiente para conseguir liberar. Para soltar todas as outras,  as lágrimas, as mágoas, as angústias, as dores que venho segurando talvez a mais tempo do que se é saudável...

quarta-feira, outubro 19, 2011

Solidão

Another month absent...

Meus pais foram viajar hoje na hora do almoço, 12h atrás, mas para mim... para mim já se passaram dias. Da últimas vez que eles viajaram eu fiquei feliz, pois junto com a viagem deles veio a minha liberdade, mas dessa vez não. Dessa vez a viagem deles trouxe a minha solidão.

Eu sinto um vazio enorme a minha volta, um vazio enorme dentro de mim e me pergunto o porque disso... Um ano e meio desde a última viagem deles... Um ano e meio de mudanças na minha vida, em mim, mudanças tanto internas quanto externas. 

Deixei de 'odiá-los' e passei a chorar ás vésperas de sua viagem pedindo pra eles voltarem logo e fazendo com que prometessem não me abandonar, não me trocar por uma vida mais fácil em um país melhor... Dizendo que os amava e os abraçando como se talvez nunca mais fosse vê-los.

Não sei como vai ser daqui pra frente, fazer as compras, cuidar do Sirius... Ok, tudo isso é simples, mas estar bem e não fazer nenhuma besteira... talvez não tão simples assim. Nesse mês em que eu sumi eu passei por umas coisas bem chatas, umas experiências bem desagradáveis na minha faculdade experiências essas que se não fosse a minha mãe ter voltado atrás por alguns minutos para ser minha mãe e me apoiar talvez tivessem tirado a minha vida.

Tudo dói, as vezes eu minto e digo que está tudo bem, que eu estou bem, mas a verdade é que não. Eu não estou bem. Eu poucas vezes me vi mais sozinha na vida do que eu me vejo agora e o pior é que fui eu que afastei todas a minha volta. Na faculdade não tenho grandes e muitos amigos... tenho o ex-engenheiro, mas nós nos afastamos um pouco... da família... bom, é complicado. E dos amigos antigos... aqueles que eu mais me importava, mais prezava...machuca saber que eu fui embora de uma festa sem dizer tchau pra ninguém e ninguém ter percebido, machuca saber que quando eu preciso de alguém esse alguém não está disponível pra mim, está no dia de descanso, mas quando outro alguém precisa... se sai da cama, pega o metro e chuva e se vai até lá... Eu odeio ser tão fraca quanto o sou. Eu odeio saber que eu talvez tenha perdido todos, ou quase todos, aqueles com quem contava. E eu odeio saber que se eu quiser dessa vez eu posso conseguir.